06/05/2019 12h40 - Atualizado em 06/05/2019 18h44

Tropa de elite da Sejus conta com cães preparados para atuação em presídios

Eles fazem parte do time do Grupamento de Operações com Cães (GOC) da Diretoria de Operações Táticas (DOT) da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Com muita coragem, contribuem de forma especial para o trabalho preventivo e operacional da tropa de elite da Sejus. 

Kirya, Lexi, Gaya, Ruah, Malli, Ragnar, Marck, Apollo, Madox, Loki e Moro são cães das raças Pastor Alemão, Pastor Belga de Malinois e Dobermann que atuam em ocorrências em presídios. O trabalho dos cães inclui, acima de tudo, coragem, disciplina e requer muito preparo. 

O coordenador do GOC, Weslley Pimentel Braga, explica que os cães possuem habilidades para busca e captura de presos, guarda e proteção, além de faro para detecção de entorpecentes, características bem desempenhadas pelas raças que compõem o grupo. “Realizamos testes de aptidão com os cães para identificar se ele é um cão motivado para o trabalho. O treinamento busca estimular o animal com muita brincadeira e recompensa. Além disso, é preciso que ele seja um cão sociável, que saiba interagir com outros cães e com seu condutor”, afirma.

O treinamento dura em média um ano, até que o cão esteja pronto para as atividades operacionais. As tarefas incluem a regularidade de exercícios para manter o condicionamento físico do grupo. Atualmente, o GOC possui 11 cães na ativa, além dos filhotes Joe, Tayson e Cronos, com quatro, cinco e sete meses, respectivamente. Os cães recebem treinamento diário, com educação física e brincadeiras, além de uma alimentação balanceada e avaliação veterinária periódica. 

As técnicas são desenvolvidas e adaptadas para a realidade da Sejus. Os cães são normalmente empenhados em ocorrências onde a otimização do tempo é necessária. “Com o cão conseguimos revistar galerias com a precisão do animal e, assim, detectar a presença de drogas mais facilmente, sem que seja necessário empenhar um grande número de servidores para o atendimento. É um trabalho de excelência e que funciona com baixo custo para o Estado. O mesmo ocorre em ocorrências de busca para captura de presos em áreas de mata. Com o cão é possível detectar mais facilmente a presença humana devido a habilidade de faro do animal”, diz o inspetor Fabricio Ferreira Gonçalves Pereira. 

Fabricio Pereira comanda a cadela Kirya, de dois anos e cuida da parceira de trabalho como uma integrante da família. Com ele desde os dois meses de idade, Kirya é da raça Pastor Alemão e tem energia de sobra para atender chamados para detecção de entorpecentes e guarda e proteção. Ao final do dia, Kirya é a única integrante do canil que volta para casa com seu condutor. “Ela mora comigo e todos os dias ela me acompanha nas atividades do GOC. É uma cadela muito ativa, mas também muito carinhosa”, afirma o inspetor.


Preparo da equipe

Para preparar adequadamente os cães que fazem parte do GOC, inspetores penitenciários recebem treinamento específico para a função. Técnicas de adestramento, psicologia canina, além de educação física para cães, são alguns módulos do curso de cinotecnia já realizados pela equipe da DOT. O treinamento é compartilhado por meio de outras instituições de segurança, tais como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Receita Federal. 

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