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Projeto reúne mulheres internadas na Maternidade de Alto Risco do Hospital Dr. Jayme

Publicado em: 04/07/2018 15h12

Pacientes internadas na Maternidade de Alto Risco do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, agora têm um encontro, todas as terças-feiras, para discutirem as verdades e mitos da amamentação, além de esclarecerem dúvidas e receberem dicas dos especialistas. O projeto, chamado AmaMente, nasceu com o objetivo de incentivar o aleitamento materno.

“Percebemos que as pacientes internadas tinham muitas superstições. Algumas achavam que o leite era fraco, outras que o bebê não conseguia sugar. Sem contar as dificuldades como rachaduras no bico do peito e mastites. Daí nasceu a iniciativa de reuni-las para, juntas, desmistificarmos situações e conseguir que o aleitamento seja exclusivo até os seis meses e continue até os 2 anos de idade”, explicou a gestora da unidade Materno-Infantil do Hospital Dr. Jayme, a enfermeira Ericka Chiste.

No primeiro encontro, que aconteceu na sala de estar da Maternidade, além das gestantes e puérperas (mulheres que estão nos primeiros 45 dias após o parto), um pai também participou da reunião. A fonoaudióloga autora do projeto, Juliana Soares, utilizou materiais lúdicos para tornar a explicação o mais real possível. O primeiro passo foi falar sobre o que pode e o que não pode na amamentação e, em seguida, as melhores formas e posições para amamentar.

“Durante a amamentação tudo o que você consome vai para o leite, por isso, algumas coisas precisam ser evitadas como pimenta, chocolate, refrigerante, condimentos, entre outros alimentos. E, se consumidos, pedimos que vocês comam pouco e monitorem a reação da criança. Outras coisas não podem ser usadas de forma alguma, como álcool, cigarros e drogas”, comentou Juliana Soares.

A fonoaudióloga fez questão de mostrar os benefícios do aleitamento materno para as crianças e ainda apresentou aos pais a economia financeira em fornecer o leite materno até os seis meses aos bebês. “O leite materno é o melhor alimento para o seu bebê, isso vocês já sabem. Há inúmeras campanhas que mostram sua importância, mas vocês já pensaram na economia ao fornecer esse leite exclusivo para o bebê?”, completou a fonoaudióloga.

Juliana destacou ainda sobre aquelas mulheres que não podem amamentar. “Isso não significa que você seja menos mãe ou menos mulher, muito pelo contrário, o vínculo que você tem com a criança é único. Por isso, faça da hora da amamentação um momento tranquilo e de contato entre vocês dois”, incentivou a fonoaudióloga.

O único pai presente participou, inclusive, com perguntas. Adilson José da Silva tinha dúvidas sobre a introdução alimentar depois dos seis meses. Outra participante, Ana Elize Brandeburg, falou que seu filho, prematuro de 35 semanas, tem preguiça para se alimentar. Dúvidas comuns que foram esclarecidas durante o encontro.

Tricontando com Elas

O Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves desenvolve também o Projeto Tricotando com Elas. Esse encontro, que surgiu há cerca de cinco anos, reúne as mães de bebês internados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin) e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin). O projeto consiste em levar um momento de distração para as mulheres com conversa, troca de experiências e, principalmente, de aprendizado.

Os encontros acontecem semanalmente, sempre às terças-feiras e, de acordo com a voluntária do programa, Angela Braga, o grande objetivo é diminuir o tempo ocioso e garantir o aprendizado de uma atividade que possa se transformar em fonte de renda para as mamães.

 

 

Informações à Imprensa

Assessora de Comunicação – Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves

Ravane Denadai

(27) 3331-7552

ravane.tamanini@hejsn.aebes.org.br