05/03/2026 16h22 - Atualizado em 05/03/2026 16h23

Nirsevimabe: em um mês Estado já aplicou mais de 500 doses do novo imunizante contra VSR em bebês prematuros e/ou com comorbidades

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em quase um mês de estratégia especial de oferta do anticorpo Monoclonal contra o VSR no Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba a bebês prematuros e crianças com até 24 meses com comorbidades, o Espírito Santo já alcançou a marca de 555 administrações realizadas, com dados do sistema Vacina e Confia dessa quarta-feira (04).  O Nirsevimabe, como é chamado, protege contra o vírus Sincicial Respiratório, considerado a principal causa de bronquiolite e de internações em bebês.

O Nirsevimabe está indicado para bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, com qualquer peso corpóreo, além de crianças de até 24 meses que apresentem pelo menos umas das seguintes comorbidades, como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

Diferentemente do anticorpo Palivizumabe, que já era disponibilizado anteriormente para a proteção contra o VSR, e é administrado em cinco doses mensais, o Nirsevimabe é aplicado em apenas uma dose, destacando-se como uma nova tecnologia incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na proteção dos bebês. Além disso, o público alvo com a oferta do Nirsevimabe foi ampliado.

De acordo com a referência técnica do Programa Estadual de Imunizações (PEI), da Secretaria da Saúde (Sesa), a pasta vem fazendo um trabalho conjunto aos municípios na busca ativa de bebês prematuros que nasceram a partir de agosto de 2025 que tenham menos de 6 meses de vida e crianças com as comorbidades destacadas acima para a sua imunização.

“É um trabalho conjunto entre a Sesa, por meio do PEI e do Núcleo Especial de Atenção Primária, com os municípios, para podermos alcançar o máximo de crianças possíveis e seguirmos avançando com trabalho técnico e compromisso com a proteção dos nossos bebês”, reforçou Danielle Grillo.

Pelo Núcleo Especial de Atenção Primária (Neapri), a Sesa promove a articulação direta e contínua com as referências técnicas municipais da Atenção Primária à Saúde (APS) e das maternidades na busca de bebês que ainda não foram imunizados e na garantia do tempo oportuno da aplicação do anticorpo. Além de disponibilizar pontos focais para tirar dúvidas, uma vez que se trata de uma nova tecnologia no SUS.

 

Período de aplicação

Por se tratar de uma estratégia especial, a aplicação do imunizante segue período específico.

Para crianças prematuras, a aplicação ocorrerá de forma contínua ao longo do ano, preferencialmente ainda no ambiente da maternidade. Já para crianças com comorbidades, a oferta será concentrada no período de sazonalidade do vírus, entre os meses de fevereiro e agosto.

A administração do imunobiológico é realizada por via intramuscular, preferencialmente no músculo vasto lateral da coxa, seguindo protocolos rigorosos de segurança, armazenamento e registro das doses aplicadas.

 

Cenário epidemiológico do VSR no Espírito Santo

No Espírito Santo, até a semana epidemiológica (SE) 05 (até 06 de fevereiro), foram registrados 05 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), por vírus sincicial respiratório (VSR), sendo todos em crianças menores de 4 anos de idade. Não há óbitos confirmados no período de análise.

Em 2025, o VSR foi o principal vírus dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado, com 718 casos notificados, representando 18,9% do total dos casos, segundo dados do Informe Epidemiológico das Vigilâncias das Síndromes Gripais. Dos 718 casos de SRAG por VSR, 91,7% (659) foram em crianças de 0 a 4 anos de idade. Além disso, dos 20 óbitos por VSR neste mesmo período, 8 foram em crianças de 0 a 4 anos.

 

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