05/05/2026 16h56

Feira Pró-Genética amplia acesso ao melhoramento de rebanhos no sul do Espírito Santo

O município de Bom Jesus do Norte recebeu, na quinta-feira (30) e sexta-feira (1º), a 46ª edição da Feira de Touros Pró-Genética no Espírito Santo. O evento resultou na comercialização de 19 touros das raças Nelore, Guzerá e Brahman, ampliando o acesso dos produtores da região à genética melhoradora, com benefícios tanto para a pecuária de corte quanto para a produção de leite.

A iniciativa foi promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Prefeitura Municipal de Bom Jesus do Norte. A feira é realizada no Espírito Santo desde 2009, quando teve início o programa Pró-Genética no Estado. Ao longo desse período, já foram adquiridos 825 touros por meio da política pública.

Os animais ofertados são Puro de Origem (PO) e atendem a critérios rigorosos de qualidade, incluindo Registro Genealógico Definitivo (RGD), inspeção da ABCZ, exame andrológico positivo, idade máxima de até 42 meses e testes negativos para brucelose e tuberculose.

De acordo com o coordenador de Produção Animal do Incaper, Bernardo Lima, a feira cumpre um papel estratégico para democratizar o acesso à genética de qualidade. “As feiras são muito importantes para atender produtores que têm dificuldade de trocar de touro ou de acessar animais geneticamente avaliados. Aqui, eles conseguem escolher entre diversas opções, com facilidade e menor custo de transporte”, destacou.

O uso de touros melhoradores impacta positivamente a pecuária leiteira, contribuindo para rebanhos com maior fertilidade, precocidade, rusticidade e aumento da produtividade ao longo do tempo. Na pecuária de corte, os ganhos incluem maior peso ao desmame e melhor desempenho dos animais.

A feira atraiu compradores de diferentes municípios capixabas e também de regiões vizinhas, incluindo localidades do Estado do Rio de Janeiro.

O extensionista do Incaper em Bom Jesus do Norte, Guilherme Bessa, ressalta que o impacto da feira vai além da comercialização imediata. “Ela é fundamental para facilitar o acesso dos pequenos e médios produtores à genética de ponta. Além disso, promove a troca de experiências entre os produtores e estimula a adoção de tecnologias no campo”, afirmou.

Segundo ele, os 19 touros comercializados têm potencial para cobrir cerca de 665 vacas por ano. Considerando uma taxa de prenhez de 80%, isso pode resultar em aproximadamente 532 bezerros superiores já na primeira safra. Em quatro anos, a projeção é de mais de 2.100 animais com genética comprovada na região.

Outro benefício direto é o ganho de produtividade: bezerros filhos de touros PO podem apresentar peso de desmame entre 20 e 35 quilos a mais, o que representa um incremento de R$ 280 a R$ 420 por animal. “Além disso, novilhas com melhoramento genético tendem a entrar em reprodução mais cedo, entre 18 e 24 meses, reduzindo o ciclo produtivo, um fator relevante tanto para sistemas de corte quanto de leite”, destaca Bessa.

A Feira Pró-Genética integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da pecuária capixaba, promovendo o melhoramento genético dos rebanhos e contribuindo para o aumento da produtividade e da renda no meio rural. A iniciativa está alinhada ao projeto Bovinocultura Sustentável, coordenado pelo Incaper.

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