19/03/2026 17h13

Proteção da fauna: o papel do Iema no resgate e reabilitação de aves silvestres

Todos os anos, aves silvestres são resgatadas em diferentes situações, muitas delas feridas, debilitadas ou vítimas do tráfico e da criação irregular em cativeiro. Após serem recolhidos, esses animais passam por uma série de cuidados e avaliações até que possam, sempre que possível, voltar à natureza. No Espírito Santo, um dos agentes desse processo é conduzido por equipes técnicas do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), em parceria com instituições que atuam na proteção e conservação da fauna.

O primeiro passo é o resgate ou recebimento do animal. Muitas aves chegam aos cuidados do órgão por meio de fiscalizações, denúncias ou entregas voluntárias feitas por pessoas que mantinham animais sem autorização. Em outros casos, o resgate ocorre após acidentes ou situações de risco na natureza em Unidades de Conservação.

Depois do recolhimento, as aves são encaminhadas para centros especializados, como o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). Aos cuidados veterinários, ocorre a reabilitação, que pode envolver tratamentos médicos, alimentação adequada e um processo de readaptação comportamental. Para as aves, isso inclui recuperar a capacidade de voo, fortalecer a musculatura e reduzir o contato com humanos, etapa necessária para que consigam sobreviver novamente em ambiente natural.

Quando os animais apresentam condições físicas e comportamentais adequadas, é realizada a reintrodução na natureza. As solturas acontecem sempre em áreas protegidas e previamente cadastradas, garantindo um ambiente seguro e compatível com a espécie, como o Monumento Natural Serra das Torres.

Nem todos os animais, porém, conseguem retornar ao ambiente natural. Aves que apresentam sequelas permanentes, mutilações ou que perderam completamente o instinto de sobrevivência são destinados para mantenedouros conservacionistas autorizados, zoológicos ou guardiões de fauna cadastrados no Iema que tenham habilitação para o cuidado específico de cada espécie, onde permanecem sob cuidados adequados.

Educação ambiental e fiscalização:

Além da recuperação dos animais, o Instituto também atua de forma intensa na fiscalização, educação ambiental e incentivo à entrega voluntária, estratégias fundamentais para combater o tráfico e reduzir o número de animais mantidos ilegalmente em cativeiro. Entre 2024 e 2025, as ações do órgão resultaram no resgate e apreensão de 1.083 animais silvestres, entre aves, mamíferos e répteis, sendo 610 deles provenientes de operações de fiscalização.

Segundo o coordenador de fauna do Instituto Estadual de Meio Ambiente, Cosme Damião Valim Carvalho, cada animal recuperado representa uma oportunidade de restaurar o equilíbrio da natureza. “Cada resgate ou apreensão representa a chance de oferecer a esses animais um novo começo. O trabalho do Iema envolve desde a fiscalização até a recuperação e a reintrodução na natureza, sempre com o objetivo de garantir que a fauna silvestre continue cumprindo seu papel nos ecossistemas”, destacou.

Texto: Victor Mattedi

Informação à Imprensa:
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