09/01/2026 11h54

Novo Ciberlab da Sesp já contribuiu para a prisão de 45 foragidos da Justiça no Espírito Santo

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP) anunciou, nessa quarta-feira (07), a as primeiras ações do Laboratório Cibernético (Ciberlab). A nova estrutura estratégica, criada em novembro do ano passado e realizou suas primeiras ações em dezembro último, é vinculada à Subsecretaria de Inteligência (SEI). A iniciativa marca um avanço significativo no uso de tecnologia de ponta para o fortalecimento das investigações policiais e do combate ao crime organizado no Espírito Santo.

O Ciberlab foi criado com foco na atividade de inteligência voltada ao enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual, como fraudes eletrônicas, pornografia infantil, violência escolar, lavagem de dinheiro, atuação de facções criminosas e outras modalidades que utilizam meios digitais para ocultação e execução de delitos.

Já em sua primeira atuação operacional, o laboratório apresentou resultados expressivos. Somente no mês de dezembro, o Ciberlab viabilizou a localização e prisão de 45 foragidos da Justiça, alvos considerados estratégicos pelas forças de segurança, muitos deles condenados por crimes de alta gravidade.

A unidade atua de forma integrada, oferecendo suporte técnico especializado às forças policiais, com destaque para o rastreamento de criptoativos, identificação de fluxos financeiros ilícitos, coleta e análise de vestígios digitais e produção de inteligência qualificada para subsidiar medidas cautelares e operações de campo conduzidas pela Polícia Civil e com integração, ainda com as polícias Militar e Penal.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, o principal objetivo do Cyberlab é atuar de maneira antecipada às ameaças do mundo digital. “A destinação principal do CyberLab é que a gente consiga ter condições de dar uma resposta aos casos de investigações que acontecem no mundo digital, dar resposta aos ataques que acontecem no mundo digital, ter instrumentos para responder rapidamente a essas ocorrências, ter condições de coletar dados que são difíceis para serem coletados pelas forças de segurança normalmente, no dia a dia”, disse o secretário.

Já o subsecretário de Inteligência da Sesp, delegado Jordano Bruno Leite, lembrou que o ambiente digital não tem fronteira e que o Cyberlab, mesmo centralizado em Vitória consegue identificar uma pessoa que esteja em outro estado, pois os dados que trafegam na internet, muitas vezes, vêm acompanhados de geolocalização.

“Localizamos um indivíduo em Pedro Canário que era condenado pela comarca de Vila velha há mais de 25 anos de reclusão. No município de São Roque do Canaã, prendemos um feminicida do Mato Grosso que se escondia no município capixaba e capturamos na região de Itabirinha, Minas Gerais, um condenado por estupro há 14 anos de reclusão. Ou seja, prendemos foragidos de outros estados que tentaram se esconder no Espírito Santo e localizados condenados do Espírito Santo que foram para outro estado”.

 

Segundo o gerente do Disque Denúncia (181), Paulo Expedicto Amaral, a criação do CyberLab dentro da subsecretaria de Inteligência fortalece a atuação do Disque-Denúncia, pois as denúncias que envolvem ameaça de ataque em escolas, que envolvem cyberbullying, bullying, exploração sexual de crianças e adolescentes vão receber o tratamento do Cyberlab.

"Hoje, já existe um trabalho em conjunto à Secretaria de Educação em que diretores de escolas e professores são orientados a utilizarem o Disque-Denúncia (181) ao perceberem potenciais agressores, potenciais pessoas que tenham um perfil que exijam um monitoramento. Com essa nova ferramenta, esse tratamento que vai ser feito pelo Cyberhack. Vai permitir, por exemplo, identificar se esse indivíduo faz parte de algum grupo de dark ou deep web, e se ele pode realmente ensejar um acompanhamento mais próximo das forças de segurança para evitar possíveis ataques e também a preservação da vida das possíveis vítimas".

O gerente de Operações Técnicas da Sesp, delegado Leandro Barbosa, explicou que o Cyberlab foi criado para dar suporte às investigações, principalmente, da Polícia Civil em estruturas de fraude digitais, pedofilia, lavagem de dinheiro com criptoativos, ataque à escola, entre outros.

“O Cyberlab veio para dar apoio a essas investigações que estão sendo desenvolvidas. E o primeiro trabalho realizado foi o levantamento de foragidos da Justiça que já estavam há muitos anos sendo procurados. A ação foi focada, principalmente, nas quatro regiões do interior do Espírito Santo, abrangeu 25 municípios e teve como resultado 45 prisões", frisou o delegado.

Impacto operacional e crimes prioritários

As ferramentas tecnológicas empregadas pelo CIBERLAB possibilitaram a captura de criminosos condenados por delitos de extrema gravidade. Entre as prisões efetuadas no período, destacam-se:

  • 10 prisões por estupro;
  • 7 prisões por homicídio;
  • 5 prisões por tráfico de drogas;
  • 4 prisões por crimes patrimoniais;
  • 3 prisões com base na Lei Maria da Penha;
  • 3 autos de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

 

Casos de destaque

Entre as ações bem-sucedidas, destaca-se a prisão, em São Roque do Canaã, de um foragido de 36 anos acusado de feminicídio ocorrido em Juína (MT), em 2023. Em Pedro Canário, foi localizado um homem condenado a mais de 25 anos de reclusão por estupro de vulnerável. Caso semelhante foi registrado em Mimoso do Sul, com a prisão de um condenado a 14 anos pelo mesmo crime. Já em Colatina, um foragido por homicídio foi capturado enquanto se escondia em um acampamento cigano.

Atuação em todo o Estado

As operações coordenadas pelo CIBERLAB tiveram abrangência estadual, com prisões realizadas nas regiões Norte, Sul, Noroeste e Serrana. Municípios como Linhares, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Nova Venécia, Domingos Martins e Anchieta estão entre os que registraram capturas resultantes da atuação do laboratório.

Com a criação do CIBERLAB, a SESP reforça seu compromisso com a modernização da segurança pública, a neutralização do financiamento ao crime e o uso da inovação tecnológica como ferramenta essencial para a proteção da sociedade capixaba.

 

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