Energia Elétrica
O Espírito Santo é a unidade da Federação que tem o maior consumo de energia per-capita no Brasil, superando o estado de So Paulo. Os projetos das grandes empresas (CVRD, CST, SAMARCO e Aracruz Celulose) e a população são os responsveis por esse resultado.
O surto de desenvolvimento que vive o Espírito Santo fará crescer fortemente a demanda por energia elétrica no Estado. Hoje, cerca de 80% da energia consumida é importada, com capacidade de geração própria de apenas 191 MW (excetuando-se os grandes consumidores que geram sua própria energia) e potência média requerida em torno de 950 MW.
Para aumentar a confiabilidade do sistema, A Centrais Elétricas Furnas está construindo uma nova linha de transmissão entre Ouro Preto (MG) e Vitória. Isso vai aumentar a flexibilidade do sistema elétrico, mas não resolve o problema em definitivo.
Distribuição
A distribuição de energia elétrica é feita pela Espírito Santo Centrais Elétricas (ESCELSA), privatizada em 1995, e pela Santa Maria Centrais Elétricas, sendo ainda ofertada pela Aracruz Celulose e CST. Isso não quer dizer que a situação do Estado, em termos de energia elétrica, seja confortável, pois situa-se na ponta-de-linha do Sistema Integrado Centro-Oeste/Sul/Sudeste.
Por outro lado tem a segunda maior capacidade de coogeração do País (só superada por São Paulo), a partir de gás residual siderúrgico na CST e biomassa na Aracruz Celulose. A capacidade de coogeração no Estado (300 MW) é maior do que a capacidade de geração (200 MW) de energia elétrica.
O Espírito Santo dispe, ainda, de um potencial em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com um nível de economia bastante aceitvel. A construção dessas usinas é também uma das alternativas para aumentar a capacidade de energia do Estado que, aliada a outras fontes geradoras, vai torná-lo auto-suficiente em produção energética.
Com a perspectiva de gerar 200MW com as sete PCHs da Escelsa, somando-se a cerca de 250 MW com a construção de uma termelétrica em Vitéria e 150 MW, com outra termelétrica no norte capixaba. Ambas serão abastecidas com gás natural, provenientes dos campos gasíferos no mar territorial do norte capixaba.
Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo