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quarta-feira, 13 de março de 2013

Exposição sobre o centenário de Rubem Braga é aberta ao público nesta quarta (20)


 Exposição "Rubem Braga - O Fazendeiro do Ar" Exposição "Rubem Braga - O Fazendeiro do Ar"

Vitória será a primeira capital brasileira a receber a exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”, que vai mostrar para os visitantes a grandiosidade de um dos filhos mais respeitados das terras capixabas. A mostra ficará em cartaz de 20 de março a 26 de maio, no Palácio Anchieta, e marcará as atividades do centenário do cachoeirense que transformou a crônica em literatura, cultuada pelos mais importantes intelectuais brasileiros de sua época. Depois de Vitória, a exposição seguirá para São Paulo e Rio de Janeiro e, por fim, para a Casa dos Bragas, em Cachoeiro de Itapemirim.
A mostra é uma realização do Governo do Espírito Santo, por meio de suas secretarias da Cultura e da Educação, e do Ministério da Cultura. Nela os visitantes poderão interagir com elementos e terão a oportunidade de se familiarizar com textos, documentos, correspondências, desenhos, pinturas, fotografias, objetos, depoimentos em vídeos e publicações.
A exposição irá proporcionar aos visitantes um mergulho no universo deste escritor, nascido em Cachoeiro de Itapemirim, em 12 de janeiro de 1913, que elevou a crônica à potência máxima na literatura e que neste carnaval foi homenageado pela Escola de Samba Unidos de Jucutuquara.
 Estrutura da exposição
“Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar” será dividida em módulos temáticos: Capital Secreta do Mundo, Retratos, Redação, Guerra, Passarinhos, Musa e Cobertura, que abordarão sua infância em Cachoeiro de Itapemirim; o dia a dia em jornais como redator, repórter político e também de artes plásticas; sua ação como correspondente de Guerra na Itália; sua paixão por passarinhos, tema recorrente de seus textos; as mulheres, representadas na exposição pela figura de Tônia Carrero, sua musa máxima; e sua lendária cobertura em Ipanema, no Rio, um pedaço do mundo rural em plena selva urbana, com pomar e passarinhos. Rubem Braga morreu no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1990.
Cada um desses espaços terá uma concepção visual de modo a provocar no espectador a ideia de imersão no universo ali retratado. Assim, na sala Retratos, imagens do escritor, em diversas épocas de sua vida, ocupam uma parede. Em Capital Secreta do Mundo estarão dez caixas suspensas, que ao serem abertas revelam textos, documentos e fotos.
Em Redação, reproduções de páginas de jornal cobrirão paredes e chão, e dez mesas, típicas das existentes dos jornais da época, trarão um tema cada um, que será explorado pelo espectador a partir de tablets acoplados a antigas máquinas de escrever, como se fossem folhas de papel. As mesas temáticas, que mostram suas várias facetas, atividades e interesses, são: Espírito Santo, Manchete, Diplomata, O andarilho, Homem de televisão, Editor, Repórter, Escritor, Arte, O homem Rubem Braga.
No espaço Guerra, em uma mesa estarão dez telefones antigos, típicos dos anos 1940, que ao serem tirados do gancho, trarão músicas, jingles, trechos de programas de rádio e noticiário ouvidos na época da Segunda Guerra Mundial. E, pendurados no teto, aviões de papel, feitos na técnica japonesa de dobradura, o origami.
Em Passarinhos, uma câmera captará a imagem do visitante e a reproduzirá na parede, onde projeções de passarinhos vão pousar e voar, à medida que o visitante abaixar e levantar os braços. Na sala Musa, estarão frases de seus textos que mencionam as mulheres, plotados na parede sobre uma imagem ampliada da atriz Tônia Carrero.
E, no último espaço, Cobertura, será reproduzida sua famosa cobertura, palco de reuniões memoráveis com amigos artistas e intelectuais. Nela, serão projetados os depoimentos em vídeo de Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, dentre outros.
Estarão na mostra vídeos com depoimentos de amigos próximos, que conviveram com Rubem Braga, como Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, Lygia Marina, José Hugo Celidônio, dentre outros.
Concepção
A curadoria da exposição é de Joaquim Ferreira dos Santos – escritor, jornalista e cronista –, que mergulhou nos arquivos integralmente cedidos pela família de Rubem Braga para traçar o fascinante percurso da exposição. O projeto cenográfico é de Felipe Tassara. A concepção e produção do projeto são do Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES), e a realização é do Governo do Estado do Espírito Santo. A exposição conta com a parceria do Instituto Sincades e com o apoio institucional da Fundação Casa Rui Barbosa e da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim. O Instituto Peabirus também é um apoiador da mostra.
São patrocinadores da exposição o Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), a Sereng Engenharia e Consultoria Ltda., a Cotia Comércio Exterior e a Help Capacetes.
Joaquim Ferreira dos Santos afirma que “Rubem Braga, numa frase rápida, é o prazer de ler. Vai atravessar todas as gerações. Suas crônicas falam dos detalhes, das cenas cotidianas, dos consensos da humanidade, e são embrulhadas uma a uma com um texto que veste a roupa da língua comum”.
Ele observa não ser à toa que chamam Rubem Braga de o inventor da moderna crônica brasileira. “O gênero já existia, vinha desde José de Alencar, passara pela maestria de Machado de Assis, a carioquice peripatética de João do Rio. Foi Rubem quem lhe acrescentou lirismo poético e a influência, bem humorada e coloquial, dos modernistas de 1922. É o formato que a gente conhece hoje, por exemplo, em textos de Veríssimo”, explica.
O curador destaca ainda que Rubem Braga é autor de crônicas que hoje se alinham entre os clássicos brasileiros.  “Ele é o autor de ‘Ai de ti, Copacabana’, ‘Aula de inglês’, ‘Borboleta amarela’ e dezenas de títulos, todos escritos originalmente para jornais e revistas, e que têm aquele sabor único, reconhecível às primeiras linhas”, conta.
“Nosso homem-centenário é o autor que misturou a roça de sua infância no Espírito Santo com as cenas cosmopolitas do Rio de Janeiro, para onde se mudou a partir dos anos 30. Ele partiu do princípio dos mestres, a de que é falando de sua aldeia que um escritor pode ser internacional”, destaca Joaquim Ferreira dos Santos.

Exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”

Ficha Técnica:
Curadoria:
- Joaquim Ferreira dos Santos
Projeto cenográfico:
- Felipe Tassara
Concepção e produção:
- Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES)
Coordenação e Produção Executiva:
- Luciana Vellozo Santos e Robson Outeiro
- Emporio Empreendimentos Artísticos e Culturais
Realização:
- Governo do Estado do Espírito Santo
- Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo
- Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo
- Ministério da Cultura
Parceria:
- Instituto Sincades
Apoio Institucional
- Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim
- Fundação Casa Rui Barbosa
Apoio
- Instituto Peabirus
Patrocínio
- Banestes
- Sereng Engenharia e Consultoria Ltda.
- Cotia Comércio Exterior
- Help Capacetes

Serviço:
“Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”
Visitação: 20 de março a 26 de maio de 2013
Local: Palácio Anchieta
Praça João Climaco s/n, Cidade Alta, Centro, Vitória
Horário: Terça a sexta-feira, das 8 horas às 18 horas e sábado, domingo e feriados, das 9 horas às 17 horas.
Site da exposição: www.centenariorubembraga.com.br
Entrada gratuita

Agendamento de escolas:
(27) 3636-1032 / 3636-1048
agendamento@palacioanchieta.es.gov.br
Segunda a sexta-feira, das 8 horas às 18 horas.


Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação/Secult
Paula Norbim e Paulo Gois
Tel.: (27)3636-7111/9902-9302
imprensa@secult.es.gov.br / comunicacao@secult.es.gov.br
www.secult.es.gov.br


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